Comunicação online

1 nov

“Quando se fala em comunicação online, tudo que é relevante chega até o consumidor com objetividade”, diz o professor universitário Bruno Henrique Moreira Valente. Isto é, o Twitter, por possuir um limite máximo de postagem de 140 caracteres, tem que ser, obrigatoriamente, mais objetivo, uma vez que seu público-alvo é mais dinâmico e ágil, facilitando a troca de informações.
Por conta disso, é possível afirmar que um cidadão digital, mesmo sem ter uma formação jornalística, também pode gerar conteúdo informativo, prezando pela rápida divulgação que as notícias têm no universo online.
Já para a publicitária Karina Menegatti, só é possível transmitir uma informação pelo Twitter, se esta estiver acompanhada por links, que possibilitem uma leitura mais ampla e aprofundada sobre o tema. Apesar disso, Menegatti também utiliza o Twitter para conseguir fontes e informações sobre matérias.
Em virtude do número de postagens por minuto, é importante ficar atento às informações de origem duvidosa, criadas por perfis falsos, com o objetivo de prejudicar alguém ou alguma marca. Antes de passar adiante qualquer notícia, é preciso checar se aquilo realmente é verídico, creditando sempre a fonte de origem.
Para este novo consumidor, das redes sociais, menos é mais, ou seja, devido à correria do dia-a-dia, informações muito longas e sem atrativos – como infográficos, imagens, vídeos – dificilmente seriam lidas e compartilhadas.
As mídias sociais marcaram o surgimento de um novo público leitor/ consumidor, formado, em sua maioria por jovens ou empresas, que buscam na comunicação online uma forma de divulgar seus projetos, objetivos e ideias.
Por isso, é importante as mídias impressas ficarem atentas a esta evolução online, já que muitos leitores de jornal passaram a adquirir a informação através dos portais da internet, deixando de lado o bom e velho “papel de imprensa”. É exatamente esta ideia que Valente defende, “se a forma de comunicar não mudar, ele (o jornal) se tornará uma mídia de nicho, ao invés de uma mídia de massa.”

Entrevistas – Mariane Mirandola
Matéria – Daniela Bin

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Pautas no Twitter, faça logo a sua:

30 out

Conhecido como um microblog, que permite que usuários enviem e recebam informações em até 140 caracteres, o twitter é uma ferramenta que disponibiliza atualizações em tempo real. Desde sua criação, em 2006, a rede social ganhou extensa popularidade e atualmente, chega a ser utilizada por muitos profissionais de comunicação, como forma de receber ou transmitir informações.
De acordo com o professor universitári e também sócio diretor de uma agência de Marketing Editorial, Marcelo Moretti, muitos utilizam a ferramenta como forma de precipitação, ou seja, para informar de uma maneira rápida, porém, sem segurança.
“Tem gente que na pressa de dar o furo, ser o primeiro em noticiar, acaba queimando etapas e no calor do fato, noticia antes de apurar ou até de checar a informação. Se errou é por que o twitter é informal e se acertou é porque o twitter é agil.” – relata.
Para o jornalista e assessor de comunicação, Charley Petter Chornachione, quando o cidadão digital informa através da rede de compartilhamentos, ele é considerado uma fonte para construção da de um material jornalístico. Segundo o jornalista, o cidadão digital posta de acordo com sua opinião, e para obter um material jornalístico de qualidade, é necessário imparcialidade.
“Conteúdo de qualidade é uma notícia construída a partir de uma verdade, quando possível, com informações de todos os lados envolvidos e escrita da forma mais imparcial possível”- garante.
Através do twitter, Chornachione recebe muitas indicações e sugestões para o trabalho e afirma que após o recebimento, tenta de alguma forma, entrar em contato com a possível fonte: “Quem encaminha geralmente não tem como detalhar devido ao limite de caracteres, mas geralmente respondemos solicitando um telefone de contato ou e-mail via “DM” para que possamos obter mais informações.” – afirma.

Verdade ou mentira?

Exemplo de informações geradas com a hasteg #HebeMorreu

Ao contrário do dito poppular, no twitter, nem tudo que “cai na rede é peixe”. Muitos post´s (forma como é denominada a publicação na rede social) são gerados como forma de humor e até mesmo, como o famoso “achismo”, sem apuração do que realmente aconteceu.
Um bom exemplo a ser tomado, foi a divulgação gerada com a hasteg #HebeMorreu. A notícia começou a ser transmitiuda a partir de um blog, que imita a página do portal R7, e causou confusão na rede.
Para colocar “lenha na fogueira”, perfis de humor, como @elefantenalama, publicaram frases de efeito, finalizando-as com a hasteg. Muitos prometiam seguir de volta, que utilizasse a falsa informação.
Fãs, inconformados, postavam a frase junta a hasteg, para obter resposta sobre a possível morte da apresentadora. Outros aproveitavam-se a situação para conseguir novos seguidores, mas na verdade, a Hebe apenas tinha tido sua alta adiada-conforme noticia gerada pelo verdadeiro portal R7.
O blog, que iniciou a divulgação esta fora do ar, mas no twiiter, ainda encontramos informaçõe e comentários sobre a possível morte da apresentadora.

Mariane Mirandola
Comunicação Social – Jornalismo

Twitter- uma importante ferramenta de trabalho

30 out

As salas de aulas de Jornalismo, atualmente, não são um grande exemplo para os demais cursos. Salas vazias, “profissionais” preocupados com a programação do bar, modelos sonhadoras, futuros ex-bbb’s, entre outros perfis que foram criados com a queda do tão sonhado diploma jornalístico.
No entanto, apesar deste descrédito quanto ao profissional de comunicação social, ainda é possível encontrar professores e alunos interessados em sua formação pessoal e intelectual. Como é o caso da jornalista Gislaine Regina Bettin, formada em 2010.
Durante a faculdade, Bettin teve acesso não somente às teorias, mas também às novas tecnologias, de modo que sua percepção e compreensão do ambiente on-line tornou-se fundamental para seu atual trabalho, numa empresa de comunicação interativa. Trabalhos em sala de aula, discussões e debates sobre o tema também foram úteis para a formação de sua opinião sobre as redes sociais.
Para Bettin, o Twitter é uma importante ferramenta de trabalho, pois além de informar, é possível compartilhar assuntos relevantes e disseminar informações para clientes. Mas, este conteúdo jornalístico, divulgado nas redes sociais, só possui qualidade quando é de relevância pública ou atinge áreas de grande interesse.
Apesar de ser possível transmitir uma informação em apenas 140 caracteres, é preciso saber diferenciar aquilo que é postado por alguém com conhecimento sobre o assunto, daqueles que buscam apenas estrelar os trending topics. Por isso, a jornalista indica alguns perfis, com credibilidade garantida, para você seguir: @revistasuper @revistapiaui @midia8.

Reportagem:Daniela Bin
Entrevista: Mariane Mirandola
Comunicação Social – Jornalismo

Pautas no twitter

30 out

Não dá para acreditar em tudo o que escrevem na internet.” É com esta afirmação que a jornalista Mayara Bagarollo da Veiga iniciou sua abordagem, através de entrevista concedida ao grupo In Locco Comunicação, a respeito da web 2.0 e da facilidade, ou não, da troca de informações pelas mídias sociais.
Apesar de acreditar que a internet, quando bem utilizada, é um meio rápido e seguro de se transmitir notícias, Veiga ressalta que cabe ao leitor avaliar se aquilo que é publicado é verdadeiro e também se partiu de um profissional confiável, com credibilidade.
Por outro lado, a informação compartilhada pelo cidadão virtual pode não conter particularidades inéditas, mas contém, sem dúvida alguma, sua opinião sobre determinado assunto, sua argumentação e participação sobre o caso. Para Veiga, a principal diferença da web 2.0 é a interatividade da comunicação, proporcionada, em sua maioria, pelo avanço das redes sociais.
Quanto ao Twitter, objeto de estudo deste Projeto Integrado de Comunicação, a assessora de imprensa destaca que é possível passar uma informação em apenas 140 caracteres, desde que acompanhado por um link, para a leitura da notícia na íntegra.
Isto é, a rede social serve como uma alternativa para facilitar o acesso à informação e, até mesmo, sugerir pautas, mas o aprofundamento da notícia ainda é o grande diferencial dos portais de comunicação e mídias impressas.
“Já fui pautada por notícias do Twitter, principalmente pelos trending topics, onde você tem uma boa ideia dos assuntos que as pessoas gostariam de ler.” Mas a publicação destas matérias “sugeridas” pela internet somente é feita após muita checagem e apuração.
É por este motivo que Veiga acredita ser improvável que as redes sociais substituam os jornais, como vem sendo discutido há algum tempo. A instantaneidade da internet, aliada à facilidade de postagem, é um importante meio para se conseguir um dado, mas não é o único.

Matéria: Daniela Bin
Entrevista: Mariane Mirandola
Comunicação Social – Jornalismo

(Dês) Informando tudo.

21 out

(Dês) Informando tudo.

“C-A-R-A-C-A, fiquei sabendo que o sabonete da marca X deu alergia em 3 pessoas. Eu nunca gostei desse sabonete. A única vez que o utilizei foi para participar da promoção, mas como não ganhei, fiquei com mais raiva ainda. Ainda bem que meus amigos me contaram deste atual problema, agora poderei falar mal da marca nas minhas redes sociais”.
“Vou começar pelo twitter”:

‘ATENÇÃO SEGUIDORES, Ñ COMPREM SABONETE DA MARCA X PQ DEU ALERGIA EM 3 PESSOAS. #PRONTOFALAEI’..

Duas horas depois

“Oba, meu post falando mal do sabonete teve grande repercussão. Foram 15 retwetts e 57 respostas. Sou um ótimo informante. Quero ver essa marca #$%¨@* continuar em destaque”.

Pois bem leitores, identificaram-se com o texto? Mesmo sendo fictício, ele nos remete a parcela de internautas, que tentam informar o mundo sobre algum problema, tem grande repercussão e poucas vezes essa informação é verídica ou problema esta, realmente generalizado.
O personagem do texto acima, nunca gostou do sabonete X e quando ficou sabendo do problema, fez questão de logo divulgá-lo, porém, não se preocupou em saber se outras pessoas (além das três que conhecia) estavam, também com alergia e logo, se a empresa já estava ciente do problema e com alguma solução em prática, ou seja, ao invés de informar de forma correta, ele apenas divulgou um problema e automaticamente, expressou sua opinião.
Um exemplo real desta situação é frase “Chupa Cuba”, que esta entre as mais citadas do twitter nesta feira.
Através dela, usuários expressam sua opinião referente à vitória do Brasil sobre Cuba no Pan Americano e conseqüentemente informam o ocorrido.
Postagens como “Ontem o Jogo do Brasil Foi Muito Lokooo.Tava que nem Uma Doida aqui em casa kkk’ “As Brasileiras são Muito PHOODA CHUPA CUBA CHUPA CUBA”, “Chupa Cuba, a vitória brasilerisa desceu rasgando uahuhasuha :P”, “Estou assistindo de novo o Ouro das meninas de volei ontem na Record. Show,emoção,garra,determinação #CHUPA CUBA” estão sendo retwitadas e enviadas o dia todo, porém, sem detalhes indispensáveis para uma informação de forma ágil e segura, ou seja, uma informação ‘tanto quanto’ desinformada

Veja na próxima postagem:
Detalhes indispensáveis para uma informação rápida e segura

Satélite Alemão

20 out

Pois bem pessoal, analisemos os posts abaixo.
Nesta segunda feira, a expressão Satélite de 2,69 estava como as mais citadas no twitter e o perfil @NosTTs te, como objetivo esclarecer o motivo.
Se compararmos as matérias, mesmo que reduzidas e escritas especificamente para web, podemos perceber uma apuração e esclarecimento maior sobre o assunto, ao contrário do 1º post, que apenas comentou sobre.

Concordam? Analisem e Comentem

Postagem no twitter:

Twitter diz: Perfil @NosTTs diz :#NosTTs Satélite de 2,69 – Usuários comentam a hipótese do Satélite de 2,69 ton de cair no Brasil este final de semana.

Notícia gerada pelo blog do Estadão:

Um satélite alemão de 2,69 toneladas vai cair na Terra neste final de semana. Cientistas não sabem bem onde, mas o Brasil é um dos “candidatos”. “Todas as regiões entre as latitudes 53 Norte e 53 Sul podem ser afetadas”, diz Andreas Schuetz, do Centro Aeroespacial Alemão. O “alvo” inclui a maioria dos países, inclusive o nosso.
O satélite ROSAT foi lançado em 1990 e desativado em 1999, com a função de pesquisar buracos negros e estrelas de nêutron. É do tamanho de uma mini-van. Quando entrar em órbita, entre sexta-feira e segunda-feira, terá algumas partes queimadas, mas 30 fragmentos pesando no total 1,87 tonelada podem se chocar com a Terra.
E detalhe: os cientistas só poderão ter alguma ideia de quando ele cairá de verdade 10 horas antes do choque. História parecida com o satélite da Nasa que caiu no Oceano Pacífico no mês passado.

http://blogs.estadao.com.br/radar-pop/satelite-de-269-ton-pode-cair-no-brasil-neste-final-de-semana/

Notícia gerada pelo portal IG:

Satélite alemão vai cair na Terra este final de semana.

Agência espacial alemã afirma que fragmentos de satélite desativado podem cair na Terra entre sexta e segunda-feira

Partes do satélite, que é do tamanho de uma minivan, se queimarão durante a reentrada, porém mais de 30 fragmentos pesando no total 1,87 tonelada podem se chocar com a Terra entre sexta e segunda-feira, disse o porta-voz do Centro, Andreas Schuetz.
“Todas as regiões entre as latitudes 53 Norte e 53 Sul podem ser afetados”, disse Schuetz. A área inclui a maioria dos países, inclusive o Brasil.

O satélite científico de 2,69 toneladas foi lançado em 1990 e desativado em 1999 após ser usado na pesquisa de buracos negros e estrelas de nêutron, além de fazer uma vistoria por todo o céu com fontes de raio-x e imagens de telescópio. O maior fragmento do ROSAT que pode se chocar com a Terra é o espelho de resistência ao calor do telescópio.

O satélite vai fazer a reentrada na atmosfera a uma velocidade de 28 mil km/h. Como ele estará próximo da Terra em poucos dias, cientistas poderão estimar com maior precisão quando ele vai cair com 10 horas de antecedência.

Um satélite desativado da Nasa caiu no Oceano Pacífico no mês passado sem causar estragos, embora tenha provocado apreensão de que pudesse cair em uma área populosa e causasse danos e morrtes. De acordo coma agência espacial americana, a probabilidade que os fragmentos coloquem em risco a vida de civis era “extremamente pequena”, cerca de 1 em 3.200.

A Agência Espacial Alemã estima que a possibilidade de o satélite cair sobre alguém em algum lugar da Terra seja de 1 em 2 mil – um risco um pouco maior que o estimado para o satélite da NASA.

(Com informações da AP)

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/satelite-alemao-vai-cair-na-terra-este-final-de-semana/n1597297113432.html

Com vocês..NÓS

20 set

Boas novas leitores, tudo bem??

Vocês acreditam que é possível um cidadão considerado comum, ou seja, sem formação jornalística, transmitir informação – gerar notícia? E se essa informação for em apenas 140 caracteres?

Pois bem, esse é nosso objeto de estudo – “O cidadão comum fazendo a notícia”

Como estudantes do 5º e 6º período da Universidade Paulista – UNIP, estamos comparando a noticia transmitida no twitter, por pessoas comuns, que a vivenciam todos os dias com a notícia apurada, investigada e escrita pelo jornalista.

Claro, que temos que lembrar que há uma grande diferença entre notícia e reportagem, como por exemplo, tamanho do texto, linguagem e tempo para apuração. Todos os detalhes serão levados em conta.

A conclusão, se é possível ou não produzir essa notícia, será gerada a partir de entrevistas, enquetes e até mesmo comparações, e tudo isso, claro, você poderá acompanhar por aqui.

#FiqueLigado.

Até mais
InLocco
Mariane